sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Balanço


Quando eu criei esse blog não imaginava tudo o que esperava por mim na vida de casada. Não imaginava que mudaria tanto em pouco mais de um ano, não pensava que tantos conceitos que eu tinha como certos na minha cabeça poderiam ser modificados. Não tenho o costume de acreditar que somos de um único jeito, que pensamos de uma única forma para sempre, mas realmente não conseguia ver outros caminhos, que não os que já estavam trilhados por mim. Além disso, eu não sabia que aconteceriam coisas que eu não ia querer dividir com todo mundo. Não só problemas, brigas, mas até mesmo coisas boas.

A verdade é que ninguém gosta de falar sobre as melhores coisas, nem sobre as piores. É como se gastássemos o lado ótimo das coisas boas, quando contamos para os outros. E como se as coisas ruins aumentassem quando divulgamos.

Tenho amigas que casaram na mesma época que eu. E outras que estão namorando. Outras que namoraram por anos e devem imaginar um pouco como são essas coisas. E outras que nunca namoraram sério, que às vezes têm mais ideia do que acontece... ou não têm nenhuma.

Antes de casar com o Igor, nós namoramos por quatro anos e alguns meses. Mesmo assim, tanta coisa mudou depois disso, que não dá nem para contar tudo aqui. O que importa de verdade é que tudo mudou para melhor. Eu não imaginava como isso podia acontecer. Mas aconteceu.

É como se, além de tudo o que já tínhamos de bom - o respeito, o carinho, a atenção, a amizade, a paixão - fosse somado a uma seriedade confortável. Como se, além de tudo, aquilo tivesse virado um relacionamento de verdade, que está acima de todas as coisas bobas de namorados.

É claro que, para chegar até esse ponto, passamos por momentos difícies. Que, assim como a parte boa, foram intensos. Mas eu quero mais é que seja assim! Porque esses extremos fazem com que a gente veja coisas que não veria numa relação morna.

Eu não sei se vou continuar o blog. Às vezes eu quero e às vezes eu não quero dividir as minhas experiências. Agora, por exemplo, sinto que escrevi à beça e não falei nada. Como se só eu pudesse entender o sentido das minhas palavras.

Talvez seja mais uma das mudanças pelas quais estou passando...

Talvez não.