sexta-feira, 24 de abril de 2009

V i a g e n s S a u d a d e s

Pode ser coisa da minha cabeça, mas, por observação, concluí que a saudade muda depois que você casa. Quando você namora, sente aquela saudade sem explicação, desesperada, você sente falta da companhia da pessoa que está ali todos os dias indo te visitar, fazendo programinhas de casal, jantando, dançando, indo à praia...

No casamento, quando você sente saudade, você está sentindo falta da pessoa para contar todos os acontecimentos do seu dia, você sente falta do outro lado da cama ocupado, sente falta do colo no sofá para ver televisão, da companhia para fazer o jantar conversando, das piadas que ele conta quando fala de casos verídicos, sente falta do abraço quando abre a porta de casa e do beijo de boa noite antes de dormir.

E depois de alguns dias, quando você já sentiu falta de tudo isso, você começa a contar as horas para que ele possa voltar e vocês possam, finalmente, fazer os programinhas de casal, jantar, dançar, ir à praia...

Só que, quando ele chega, tudo o que você quer é aproveitar sua casinha, mostrar as coisas novas que comprou para a decoração, fazer programas por perto para que, a qualquer momento que der vontade, você possa voltar para seu refúgio amoroso!

Sentir saudade quando é namorado é bom, passional, quente. Quando você casa, sentir saudade é lembrar antes, durante e depois somente do quanto ele faz sua vida mais feliz!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

C a s a m e n t o

Fomos a um casamento nesse sábado, de um amigão meu. Inclusive, fui madrinha junto com outro super amigo. Foi ótimo. Além das companhias, do meu lindo e vários dos meus amigos mais íntimos, foi ótimo por outros motivos.

Quando estávamos na igreja, em diversos momentos comparei situações e as palavras do padre com momentos que eu vivo em minha própria vida. A primeira vez foi quando ele entrou na igreja, acompanhado de sua mãe. Lembrei de quando nos conhecemos, das tantas horas que conversávamos sobre nossos relacionamentos, de todas as namoradas que ele teve antes dela e de todos os namorados que eu tive antes do lindão.

Lembrei das nossas prioridades, do que achávamos importante num relacionamento. E percebi que sempre fomos muito parecidos nas nossas escolhas. E no sábado estávamos ali, ele em um dos momentos mais importantes da sua vida e eu, lembrando do dia em que eu mesma disse sim.

Deu tudo certo. Tanto para ele, como para mim. Fizemos as coisas com calma, escolhemos a dedo, só quando percebemos que seria impossível encontrar alguém no mundo que amaríamos mais, que resolvemos dar esse passo grande.

Quando o padre começou a falar e mencionou o quanto era importante que as pessoas casadas aproveitassem o momento para refazer seus votos, refiz os meus, em silêncio. E agradeci a Deus, mais uma vez, por tudo o que aconteceu na minha vida depois que eu conheci o lindão. E, principalmente, por ter conhecido o lindão.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

E, de repente, você pensa que tudo vai mudar

Não há pesquisas que mostrem as expectativas do casal após o casamento. O que vai mudar para melhor, o que vai mudar para pior, as surpresas boas, as ruins... Às vezes pode não mudar nada, às vezes muda tudo, às vezes nada muda no exterior, mas no interior de cada um, uma tempestade de novidades.

Acontece que expectativas às vezes são criadas. Acho que ele sempre acreditou que as coisas ficariam perfeitas depois do "sim". Nunca conversamos sobre isso, nunca dissemos um para o outro que tudo seria diferente, mas alguma coisa fazia com que ele pensasse que, de repente, de um dia para o outro, eu deixaria de sair à noite, deixaria de beber com meus amigos, deixaria de sair sozinha, de viajar, mesmo quando ele não pudesse me acompanhar.

Pensou que o meu lado "bagunceiro" ficaria na casa dos meus pais e que a louça nunca mais dormiria na pia, que meus cabelos deixariam de cair subitamente e que meus sapatos sempre ficariam dentro do armário...

Foi difícil mostrar para ele que, wowww, as coisas não eram assim! Mas não foi tão simples... Quando você está num relacionamento deve respeito ao outro, há regras que não precisam ser ditas. O cresimento pessoal deixa de ser uma busca única, passa a ser uma busca de duas pessoas. Você e ele.

Discutimos. Bastante. Nunca, na verdade, havíamos discutido com tanta freqüência quanto no primeiro ano de casamento. Sempre por motivos que eu considero bobos, como os citados acima. Mas foi ruim.

Ruim porque, em certo momento, eu pensava que se ele estava tão insatisfeito com aquelas coisas rotineiras, sendo redundante, que aconteciam praticamente todos os dias, ia acabar desgastando sozinho o sentimento que tinha por mim.

Eu chegava em casa e via a cara emburrada. Não era preciso uma palavra, para que eu percebesse a insatisfação. E comecei a pensar se ele estava feliz. Se o casamento estava sendo o que ele imaginava, se a decepção dele em perceber que eu jamais seria aquele modelo que ele tinha em seu imaginário era capaz de abalar o amor.

Um dia, perguntei para ele se estava feliz. Ele disse que sim. E me fez a mesma pergunta. Respondi: "Feliz o suficiente". Foi uma forma agressiva, mas honesta de trazer a discussão à tona.

Mais um aprendizado: algumas vezes será preciso enfrentar a discussão, para que o problema possa passar a existir de fato, para que, então, seja resolvido.

Chorei. Talvez ele também. E conversamos, pela primeira vez, em um ano, sobre a seriedade das brigas fúteis. E, voltando ao crescimento pessoal, eu prometi que tentaria mudar para melhor nos quesitos em que ele alegava estar incomodado.

Ele ficou satisfeito com minha pré-disposição e eu fiquei feliz porque voltamos a sorrir um para o outro de manhã.

Primeiro, o amor

Não tinha como começar um blog como esses falando sobre brigas, louças, roupas sujas e hábitos estranhos. Afinal de contas, um relacionamento entre um homem e uma mulher é muito mais do que tudo isso! Se estamos juntos hoje, casados, morando sob o mesmo teto e unidos em um casamento que se configura pela aliança brilhante em nossas mãos esquerdas, é porque, antes de tudo, nos amamos. Nos amamos, somos apaixonados um pelo outro e queremos mais, muito mais do que nossos primeiros 4 anos juntos!

Você não acorda um dia e pensa: "quero me casar". Desde que nos conhecemos, avaliamos as qualidades de cada um, os defeitos, conhecemos a família, observamos como é o relacionamento do outro com os amigos, se verdades são sempre a escolha feita, se a bondade e compaixão fazem parte daquele corpo estranho, que vamos conhecendo aos poucos.

E, o principal, começamos a gostar tanto um do outro, a querer estar tão perto o tempo todo, que acabamos sentindo vontade de dividir tudo, nossos medos, nossos sonhos, nossos desafios, nossos planos! Foi isso o que aconteceu com nós dois.

Às vezes penso como posso explicar o que sinto por ele para alguém que não entende o que é o amor. Hoje, explicaria assim; é um amor tão grande. tão grande, que você se dispõe a passar o resto da vida junto da mesma pessoa. Tem assunto para tanto, tem amor para tanto, tem paixão para tanto, paciência, tolerância e satisfação.

Se não durar para sempre, aí é outra história. Mas, enquanto dura, é nisso que eu acredito!