Hoje me dei conta que cheguei, já há algum tempo, no futuro que eu imaginava pouco antes de entrar na faculdade. Na verdade, bem antes disso, quando brincava de colocar no papel com quantos anos me casaria, quantos filhos e carros teria, aonde moraria e que profissão seguiria (tinha isso ou estou inventando? Acho que estou inventando essa última opção).
Como sempre tive uma tendência "midiana", colocava que casaria com 25 anos, enquanto minhas amigas colocavam 27 e outras 23, acredito que a escolha era de acordo com o exemplo dos pais de cada uma. Entre as opções de cidades, estavam sempre Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. Não imaginava que casaria com 23 anos. Sobre os filhos, não lembro quais opções caiam para mim, mas sei que sempre preferia cair na opção de dois, acho que porque éramos eu e meu irmão somente na minha casa, então achava que seria bom assim para mim também.
Hoje visitei uma amiga que teve bebê recentemente, eu e outras amigas fomos lá. E nos vimos, três entre quatro, casadas. Tão novas, mas todas casadas. E eu percebi que não há como você prever o que vai acontecer daqui a 6 anos. Há como sonhar, mas as coisas podem acontecer completamente diferente do que você imaginava. Às vezes melhor, às vezes pior e algumas vezes indiferente.
Eu não casei com 25 anos, não moro em Curitiba, nem pretendo ter três filhos ou uma Ferrari (ahhhh, era essa a outra opção, carros!), mas eu estou completamente feliz com o rumo que as coisas tomaram na minha vida. E agora, que o futuro já chegou, já há outro futuro que tenho que tomar conta. Pós, filhos, viagens... Há sempre mais pelo que lutar e isso é que dá sentido à vida.
sábado, 23 de maio de 2009
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