sábado, 25 de julho de 2009

Medo do futuro? Acho que não...

Sei que já escrevi sobre isso antes, mas o tempo todo o assunto volta de alguma forma na minha vida. Seja porque eu conheço alguém que está se separando ou porque converso sobre pessoas que estão casadas há muito tempo e não têm muitas coisas boas a falar sobre o casamento. Tudo o que me resta pensar e acreditar é que comigo as coisas vão ser diferentes, afinal de contas, elas sempre acontecem de outro jeito comigo.

Tem gente que diz que filho muda tudo, que apesar da dádiva de ser mãe, o casamento não é muito beneficiado. Tem gente que diz que o filho faz com que o casal crie um novo tipo de amor, um amor diferente, e deixa na entrelinha que o tesão acaba. Tem gente que não deixa na entrelinha, que aceita que o tesão no casamento acabar é uma consequencia inevitavel do tempo e que as coisas são assim mesmo e devemos aceita-las. Tem gente que diz que quando o tesão acaba, não tem como continuar casado, porque vira um amor amigo. E ninguém quer um amo amigo dormindo e acordando junto.

Sempre que esses assuntos surgem na minha vida, sempre que as coincidências a respeito dele acontecem, fico pensando no meu relacionamento com o Igor que é diferente de todos os outros que conheço. Esse negócio de controlar a vida do outro, ou que as coisas mudam quando se casa, não existe com a gente.

O meu medo era tão grande que isso acontecesse durante esses cinco anos que estamos juntos, que acabamos nos livrando dessas coisas que costumam destruirt os relacionamentos com o tempo. Eu tenho amigo homem, eles dormem na minha casa, eu durmo na casa deles, nos saimos para beber juntos, nos conversamos sobre tudo.

Ele trabalha viajando, na maioria das vezes com mulheres, é o caminho que ele escolheu e eu o apoiei. As coisas são assim, eu não tenho do que reclamar, ele continua sendo a melhor escolha que eu poderia ter feito.

Se eu quero sair, eu saio e falar para ele não é dar satisfação, mas dividir os momentos bons - ou ruins - que passei.

Se ele está em casa, eu dedico o meu tempo inteiro a ele, porque eu quero, porque eu gosto e porque é isso o que me satisfaz.

E durante todo esse tempo, todas as nossas - poucas - brigas foram exatamente para moldar esse relacionamento baseado no respeito. Nós sabemos que é essencial preservarmos nossas vidas, além da vida como casal. Nós sabemos que ninguém deve satisfação por aqui, mas só respeito.

Nós entendemos que a confiança é a base de tudo e que fidelidade é algo que se sente e não que se força a praticar.

Se nosso relacionamento foi por tanto tempo assim, por que eu teria medo do futuro? Se o começo não foi igual ao de ninguém que me contou as histórias com finais tristes?

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