Fico feliz quando percebo que ainda sou mutável. Há alguns anos era mais fácil mudar de posição, de opinião, pois era época de aprendizado constante, intenso. Hoje em dia, um pouco mais orgulhosa, as coisas não são tão simples assim.
Mas, mesmo assim, uma hora ou outra, de acordo com as experiências que você vive, percebe que é preciso rever seus conceitos. Nada é tão certo como você imaginava que fosse. É como a palavra "nunca"... não é bom usá-la... da mesma forma que não é bom acreditar que a certeza é eterna. Uma hora você pode mudar de ideia.
Quando casei e percebi que as pessoas achavam que eu deveria agir diferente em certas ocasiões por causa disso, achava absurdo. O que muda? Não é para eu respeitar como respeitava antes? Amar como amava antes? Ouvir e falar como antes? Por que deveria ser diferente? Então quer dizer que antes era "sacanagem" e agora é que é sério? Não fazia sentido para mim.
Na verdade, na verdade, ainda não faz. Mas hoje, um ano após o casamento, eu entendo que é preciso respeitar esse pensamento coletivo. Mesmo que eu não encontre as razões para que ele exista, eu entendo que é preciso dançar de acordo com a música, pois, eu querendo ou não, vivo em uma sociedade e me importo com isso.
Não é fácil (ninguém disse que é), porque acabo indo de encontro com outros princípios e conceitos que carrego. Por exemplo, devo me importar com o que os outros pensam? Resposta: quando "os outros" significa também a pessoa que você ama, sim, devo me importar com o que os outros pensam. Ou ainda, mesmo não concordando, devo agir assim? Resposta: que jeito? Se eu não agir assim, vou criar problemas para mim mesma. Quando coloco na balança, prefiro agir dessa forma do que passar pelo desconforto de uma briga.
São preços, escolhas. Não é tão difícil dançar essa música, no final das contas.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
I.m.a.g.e.m
Sabe aquela máxima que diz que você é o que você pensa que é, você é o que os outros pensam que você é e você é o que você realmente é? Ultimamente, a segunda afirmação tem feito bastante parte da minha vida de casada. Isso porque todos criam uma imagem do nosso relacionamento e daí tiram todas as conclusões sobre como nós dois somos, sobre a forma que nos tratamos, sobre o nosso relacionamento em geral...
Eu nunca soube ao certo definir o que era mais importante, ser o que eu realmente era ou ser o que os outros pensavam sobre mim. Na dúvida, valorizava cada uma das opções conforme achava que era válido.
Mas a imagem que nós dois passamos para os outros é tão boa... Tão boa quanto à imagem que eu penso sobre o que realmente somos. Quando elas nos veem, elas veem carinho, elas veem paixão, elas veem amor, veem respeito, veem orgulho e são exatamente os valores que procuramos preservar diariamente nas discordâncias, nas concordâncias, nas coisas simples e complexas que vivemos.
Acredito que o que realmente faz diferença nisso tudo é o respeito. Não só o respeito dele comigo ou meu com ele. Mas os respeitos que temos pelos nossos sentimentos, pelas nossas emoções. Como quando não concordamos, jamais pensamos que "pronto, agora não aguento mais, não vou ficar com um cara que não concorda comigo para o resto da vida". Isso acontece... muito, com as outras pessoas. Ou quando você sente que as coisas não estão como antes. Ao invés de tentar fazer com que elas voltem a ser como antes, e obter sucesso, as pessoas logo pensam que "é isso mesmo, nada vai ser igual, eu 'até' gosto dele, mas não sei se vale a pena continuar investindo nesse relacionamento".
Não acho que somos o casal perfeito. Nem sei se existe isso. Será que um casal perfeito daria certo? Não tenho essa pretensão, até porque não sei o que isso significa exatamente. Mas sei que somos um casal feliz, que é o que mais importa, afterall, não é?
Eu nunca soube ao certo definir o que era mais importante, ser o que eu realmente era ou ser o que os outros pensavam sobre mim. Na dúvida, valorizava cada uma das opções conforme achava que era válido.
Mas a imagem que nós dois passamos para os outros é tão boa... Tão boa quanto à imagem que eu penso sobre o que realmente somos. Quando elas nos veem, elas veem carinho, elas veem paixão, elas veem amor, veem respeito, veem orgulho e são exatamente os valores que procuramos preservar diariamente nas discordâncias, nas concordâncias, nas coisas simples e complexas que vivemos.
Acredito que o que realmente faz diferença nisso tudo é o respeito. Não só o respeito dele comigo ou meu com ele. Mas os respeitos que temos pelos nossos sentimentos, pelas nossas emoções. Como quando não concordamos, jamais pensamos que "pronto, agora não aguento mais, não vou ficar com um cara que não concorda comigo para o resto da vida". Isso acontece... muito, com as outras pessoas. Ou quando você sente que as coisas não estão como antes. Ao invés de tentar fazer com que elas voltem a ser como antes, e obter sucesso, as pessoas logo pensam que "é isso mesmo, nada vai ser igual, eu 'até' gosto dele, mas não sei se vale a pena continuar investindo nesse relacionamento".
Não acho que somos o casal perfeito. Nem sei se existe isso. Será que um casal perfeito daria certo? Não tenho essa pretensão, até porque não sei o que isso significa exatamente. Mas sei que somos um casal feliz, que é o que mais importa, afterall, não é?
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