quarta-feira, 23 de setembro de 2009

MuTáVeL

Fico feliz quando percebo que ainda sou mutável. Há alguns anos era mais fácil mudar de posição, de opinião, pois era época de aprendizado constante, intenso. Hoje em dia, um pouco mais orgulhosa, as coisas não são tão simples assim.

Mas, mesmo assim, uma hora ou outra, de acordo com as experiências que você vive, percebe que é preciso rever seus conceitos. Nada é tão certo como você imaginava que fosse. É como a palavra "nunca"... não é bom usá-la... da mesma forma que não é bom acreditar que a certeza é eterna. Uma hora você pode mudar de ideia.

Quando casei e percebi que as pessoas achavam que eu deveria agir diferente em certas ocasiões por causa disso, achava absurdo. O que muda? Não é para eu respeitar como respeitava antes? Amar como amava antes? Ouvir e falar como antes? Por que deveria ser diferente? Então quer dizer que antes era "sacanagem" e agora é que é sério? Não fazia sentido para mim.

Na verdade, na verdade, ainda não faz. Mas hoje, um ano após o casamento, eu entendo que é preciso respeitar esse pensamento coletivo. Mesmo que eu não encontre as razões para que ele exista, eu entendo que é preciso dançar de acordo com a música, pois, eu querendo ou não, vivo em uma sociedade e me importo com isso.

Não é fácil (ninguém disse que é), porque acabo indo de encontro com outros princípios e conceitos que carrego. Por exemplo, devo me importar com o que os outros pensam? Resposta: quando "os outros" significa também a pessoa que você ama, sim, devo me importar com o que os outros pensam. Ou ainda, mesmo não concordando, devo agir assim? Resposta: que jeito? Se eu não agir assim, vou criar problemas para mim mesma. Quando coloco na balança, prefiro agir dessa forma do que passar pelo desconforto de uma briga.

São preços, escolhas. Não é tão difícil dançar essa música, no final das contas.

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