domingo, 4 de abril de 2010

M o m e n t o

Quando as pessoas ficam sabendo sua profissão, sempre me perguntam se é tranquilo ficar tanto tempo sem ele. Eu respondo naturalmente, resposta de quem já está acostumada com isso há quase quatro anos. "Sim, muito tranquilo. Hoje em dia é mais fácil ainda, ele tem ficado bastante tempo em casa". Naturalmente poderia ser trocado por automaticamente, afinal de contas, eu não penso muito para responder.

Porque eu sinto falta dele, sim. E é o tipo de coisa que você nunca vai se acostumar. Aquela rotina que é a principal culpada por tantos fins de casamento, é... ironicamente, eu sinto muito a falta dela. Mas, como sempre, procuro encontrar o lado positivo das coisas. Quando ele está aqui, é tudo maravilhoso. Como se não tivéssemos tempo para besteiras, como se tivéssemos o tempo contado, e, por isso, o aproveitamos com amor. Que, afinal de contas, é a principal razão de tudo isso.

Então a gente toma café junto, sempre. E enquanto ele faz a comida, eu lavo a louça. E ficar na cama não é coisa de quem tem preguiça. E cortina fechada não é coisa de quem não gosta de sol. Eu tenho um momento. E eu tenho que aproveitar.

Quando ele vai embora, todas as coisas ficam estranhas de novo. Eu tento aproveitar ao máximo, mas não é a mesma coisa. Às vezes eu penso que não deveria ser assim, deveria ser bom também. Mas sentimento é sentimento, involuntário. E não é bom também. Então, eu procuro encontrar formas para ficar bom. E fica, mas não fica igual.

A parte boa é que eu amo tanto esse menino! E ele sempre volta para mim! E é bom quando ele volta. Ah, se é!



* Sim, faz tem que eu não escrevo aqui. No início, era estranho escrever. Achava que estava expondo coisas muito íntimas, para pessoas que eu nem conheço.Mas hoje eu sei que é a mesma história. Para todo mundo. Então fica mais fácil.

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